Home Data de criação : 07/09/02 Última atualização : 11/10/17 18:59 / 6 Artigos publicados

Site oficial da Pastoral da Juventude Rural  escrito em segunda 17 janeiro 2011 17:37

Blog de jovemcampones :Pastoral da Juventude Rural com muita fé, Site oficial da Pastoral da Juventude Rural

Estamos informando a todos e todas que acompanham nossa pagina que a partir de agora estaremos contribuindo com a pagina da Pastoral da Juventude Rural Nacional.

Por este motivo pedimos a todos e todas que acessem a pagina, pois, ela será atualizada.

A pagína é pastoraldajuventuderural-pjr.blogspot.com

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Adeus a um camarada  (textos jeferson barreto) escrito em quinta 05 fevereiro 2009 20:20

Blog de jovemcampones :Pastoral da Juventude Rural com muita fé, Adeus a um camarada

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Adeus a um camarada

 

“Os trabalhadores, o povo gaucho perde um de seus grandes lutadores
 sociais. O MST e a via campesina perdem um de seus líderes mais
 coerentes e dedicados. Todos nos perdemos.
 Mas fica seu exemplo.

 Que certamente o imortalizará. ”
João Pedro Stedile

Há dias em que vemos o horizonte mais distante, infelizmente hoje, quinta-feira dia 05 de fevereiro, com certeza é um destes dias. Por volta das 8hs da manhã, após ter sido submetido a uma cirurgia de retirada do pâncreas na última terça-feira (03). Faleceu o deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, Adão Pretto, Ele estava internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Moinho dos Ventos, em Porto Alegre.

Camponês do município gaucho de Miraguai, ministro da eucaristia de sua comunidade nos anos 70, década que também ingressou na luta em defesa dos pequenos agricultores e agricultoras, de seu município, como presidente do sindicato dos trabalhadores rurais. Dedicado a lutar por preços e condições melhores para os pequenos agricultores e conhecendo a realidade da região ajudou a fundar o movimento dos trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra no rio grande do sul.

 Tinha como principal bandeira política a reforma agrária e vida digna aos camponeses e camponesas que já tinham seu pedaço de terra. Sua dedicação pela causa que defendia o levou a ajudar também pastorais sociais e outros movimentos empenhados na luta contra a violência e descaso social com o campo como o Movimento de mulheres Camponesas (MMC), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e entre outros a Pastoral da juventude rural (PJR).

Com carinho e apoio dedicado a PJR desde 1985, Adão Pretto sempre acreditou e defendeu a bandeira de luta da juventude camponesa, participando sempre que sua vida política, como deputado estadual a partir de 1986, ou como deputado federal a partir de 1991 o deixava, assim como fazia com todos os movimento e pastorais do campo. Como deputado todos sabemos que não gostava de discursos, de tribuna e também não estava sempre na câmara, estava sempre presente nas lutas dos camponeses, nos conflitos, nas ocupações, nas vitórias e recuos dos movimentos sociais do campo, que tanto se empenhava em defender dentro da esfera política, defesa esta reconhecida por todos camaradas, companheiros aliados ou não.

Sabemos que a historia não é feita por um homem só, que é sim uma construção coletiva na luta de classes, mas há dias em que perder um homem que a mais de 30 anos dedica sua vida a lutar ao lado da classe camponesa deixa sim por um instante o horizonte mais distante, só por um breve momento por que ao lembrarmos não do Deputado, mas do militante Adão Pretto só aumenta a nossa responsabilidade e consciência que lutar é preciso, que o horizonte por mais distante que possa parecer nos chama a caminhada! A juventude camponesa perde um amigo querido, mas usando e acreditando nas palavras do João Pedro citada acima ganhamos um exemplo, não utópico ou perfeito, mas de um homem que fez uma consciência de classe permanecer guiando sua vida até os últimos dias. A este amigo dedicamos nossas homenagens, a sua família nossos pesares e aos movimentos sociais a certeza que estaremos juntos para continuarmos a luta.

“Juntos na vida, juntos no sofrimento, juntos na morte; por isso juntos na Ressurreição.”

Dom Oscar Romero

Bispo e Mártir

 

Texto: Jeferson Barreto, Pastoral da Juventude Rural

foto: Julio Cordeiro

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ELEITA A NOVA ARTICULADORA DAS PASTORAIS DA JUVENTUDE DO BRASIL  escrito em quarta 28 maio 2008 23:55

Blog de jovemcampones :Pastoral da Juventude Rural com muita fé, ELEITA A NOVA ARTICULADORA DAS PASTORAIS DA JUVENTUDE DO BRASIL

O cargo de secretário nacional da Pastoral da Juventude do Brasil (PJB) tem nome e ocupante novos. Segundo decisão da 15ª Assembléia da PJB, encerrada domingo, 25, em Samambaia, cidade satélite de Brasília (DF), a função agora passa a se chamar "articulação nacional" e será ocupada pela baiana Maria Aparecida de Jesus Silva, eleita neste domingo pelos participantes da assembléia. Ela substitui Silvano Silvero que foi secretário da Pastoral nos últimos três anos e meio.
"O trabalho em conjunto deve pautar os próximos anos com essa nova função que eu assumo a partir de hoje", disse a nova articuladora nacional da PJB. Cidinha, como é conhecida entre os jovens das Pastorais da Juventude (PJs), vai se transferir para Brasília e atuará na articulação da PJB junto com um jovem de cada pastoral específica e o assessor do Setor Juventude da CNBB, padre Gisley Gomes. A Pastoral da Juventude do Brasil (PJB) é composta pela Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral do Meio Popular (PJMP), Pastoral da Juventude Rural (PJR) e Pastoral da Juventude Estudantil (PJE).
Presidindo a celebração de encerramento da assembléia, o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e responsável pelo Setor Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, afirmou que a PJB tem muito trabalho pela frente e que "é preciso cuidado e atenção para conseguir se fazer presente junto à juventude, principalmente para com a juventude que se encontra fora da PJ e que não conhece os trabalhos da Igreja com os jovens". Ele pediu que os jovens engajados tenham amor à PJB. "Não precisamos esperar ser conhecidos, precisamos nos fazer conhecer", exortou.
Segundo dom Eduardo, a Pastoral da Juventude precisa ampliar sua área de atuação. "A PJB deveria se fazer presente nos grupos de crismas, capacitando catequistas para não deixar os jovens se dispersarem quando concluem o sacramento. Os jovens engajados devem provocar a vocação sacerdotal para que haja mais padres conhecedores da PJ", destacou o bispo. Ele chamou a atenção, também, para a necessidade de "estudar os documentos da Igreja que contemplam a juventude como sinal da unidade da Igreja com as pastorais da juventude".
Homenagem e despedida
Depois da missa, os jovens homenagearam o ex-secretário da PJB, Silvano Silvero. Um pequeno filme com fotos do homenageado foi mostrado num telão. Na fala emocionada da secretária nacional da PJ, Hildete Emanuele Nogueira, os jovens expressaram "os mais sinceros agradecimentos pela garra e coragem de Silvano".  "Silvano é um irmão e um filho que volta para o seio do pai", disse o secretário nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Givanildo Bonfim.

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EU QUERO O MEU SERTÃO DE VOLTA!  escrito em domingo 09 março 2008 20:11

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texto de  ANSELMO ALVES

Nos últimos dez anos tenho viajado freqüentemente pelo sertão de Pernambuco, e assistido, não sem revolta, a um processo cruel de desconstrução da cultura sertaneja com a conivência da maioria das prefeituras e rádios do interior. Em todos os espaços de convivência, praças, bares, e na quase maioria dos shows, o que se escuta é música de péssima qualidade que, não raro, desqualifica e coisifica a mulher e embrutece o homem.

O que adianta as campanhas bem intencionadas do governo federal contra o alcoolismo e a prostituição infantil, quando a população canta "beber, cair e levantar", ou "dinheiro na mão e calcinha no chão" ? O que adianta o governo estadual criar novas delegacias da mulher se elas próprias também cantam e rebolam ao som de letras que incitam à violência sexual? O que dizer de homens que se divertem cantando "vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra todo lado" ? Será que são esses trogloditas que chegam em casa, depois de beber, cair e levantar, e surram suas mulheres e abusam de suas filhas e enteadas? Por onde andam as mulheres que fizeram o movimento feminista, tão atuante nos anos 70 e 80, que não reagem contra essa onda musical grosseira e violenta? Se fazem alguma coisa, tem sido de forma muito discreta, pois leio os três jornais de maior circulação no estado todos os dias, e nada encontro que questione tamanha barbárie. E boa parte dos meios de comunicação são coniventes, pois existe muito dinheiro e interesses envolvidos na disseminação dessas músicas de baixa qualidade.

E não pensem que essa avalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social, e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumados, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cds e dvds dessas bandas que se dizem de forró eletrônico. O que fazem os promotores de justiça, juízes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos?

Quando Luiz Gonzaga e seus grandes parceiros, Humberto Teixeira e Zé Dantas criaram o forró, não imaginavam que depois de suas mortes essas bandas que hoje se multiplicam pelo Brasil praticassem um estelionato poético ao usarem o nome forró para a música que fazem. O que esses conjuntos musicais praticam não é forro! O forró é inspirado na matriz poética do sertanejo; eles se inspiram numa matriz sexual chula! O forró é uma dança alegre e sensual; eles exibem uma coreografia explicitamente sexual! O forró é um gênero musical que agrega vários ritmos como o xote, o baião, o xaxado; eles criaram uma única pancada musical que, em absoluto, não corresponde aos ritmos do forró! E se apresentam como bandas de "forró eletrônico"! Na verdade, Elba Ramalho e o próprio Gonzaga já faziam o verdadeiro forró eletrônico, de qualidade, nos anos 80.

Em contrapartida, o movimento do forró pé-de-serra deixa a desejar na produção de um forró de qualidade. Na maioria das vezes as letras são pouco criativas; tornaram-se reféns de uma mesma temática! Os arranjos executados são parecidos! Pouco se pesquisa no valioso e grande arquivo gonzaguiano. A qualidade técnica e visual da maioria dos cds e dvds também deixa a desejar, e falta uma produção mais cuidadosa para as apresentações em geral.

Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical! Não, meus amigos: não é conservadorismo, nem saudosismo! Mas não é possível o novo sem os alicerces do velho! Que o digam Chico Science e o Cordel do Fogo Encantado que, inspirados nas nossas matrizes musicais, criaram um novo som para o mundo! Não é possível qualidade de vida plena com mediocridade cultural, intolerância, incitamento à violência sexual e ao alcoolismo!

Mas, felizmente, há exemplos que podem ser seguidos. A Prefeitura do Recife tem conseguindo realizar um São João e outras festas de nosso calendário cultural com uma boa curadoria musical e retorno excelente de público. A Fundarpe tem demonstrado a mesma boa vontade ao priorizar projetos de qualidade e relevância cultural.

Escrevendo essas linhas, recordo minha infância em Serra Talhada, ouvindo o maestro Moacir Santos e meu querido tio Edésio em seus encontros musicais, cada um com o seu sax, em verdadeiros diálogos poéticos! Hoje são estrelas no céu do Pajeú das Flores! Eu quero o meu sertão de volta!

 

 

 

 

este texto não fala diretamente do jovem mas trata de um tema interesante e pertinente a juventude entau resolvi colocar espero que sirva para o debate

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Juventude camponesa do nordeste a serviço da missão  (textos jeferson barreto) escrito em terça 27 novembro 2007 19:00

Blog de jovemcampones :Pastoral da Juventude Rural com muita fé, Juventude camponesa do nordeste a serviço da missão

texto jeferson barreto

Há tempos, li um texto de Lenin que falava sobre a juventude comunista da Rússia, aonde ele afirmava que o papel fundamental da revolução caberia à juventude, pelo simples fato de os “adultos” já estarem corrompidos pelo sistema ou acostumados demais com a sociedade para conseguirem fazer, de fato, uma transformação na sociedade atual.

Há alguns meses, participei de uma experiência nova, pelo menos para mim. Aconteceu entre os dias 2 e 4 de novembro deste ano, na comunidade de Jurema, no município de Tavares, sertão da Paraíba.

Foi um encontro da juventude camponesa como todos os outros que já participei, mas com um diferencial. A grande diferença foi o brilho no olhar e as esperança acesas que existia dentro de cada um dos 170 participantes vindos de várias comunidades dos arredores da cidade de Tavares.  Eram quatro municípios ao todo. O que começou a me chamar a atenção foi o modo que a maioria dos jovens e das jovens fizeram para chegar ao local do encontro. Vieram de pau-de-arara. O que eu nunca tinha visto antes, pelo fato de se tratar de outra região do país, diferente da minha região. Vinte, trinta jovens amontoados em cima de uma camionete por todos os espaços possíveis e inimagináveis, percorrendo no mínimo 18 quilômetros, que era a distância até a comunidade de Jurema. Esta é uma comunidade marcada por ser berço de novas organizações, como, por exemplo, as CEB’s na Paraíba. E agora será pelo ressurgimento da Pastoral da Juventude Rural – PJR - no mesmo estado, servindo também como alavanca, incentivo e propulsor de um trabalho mais conjunto e sistemático no regional, ou seja, juntando Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Mas, a grande novidade da coisa foi os jovens camponeses de uma terra tão castigada por uma seca que nunca se acaba, que vivem no bioma chamado Sertão, não desistirem e não se entregarem. Apesar das dificuldades, querem continuar na roça, produzindo e resistindo, mesmo sem grandes esperanças. Falta-lhes quase tudo, desde água à uma terra fértil, sem contar que são invisíveis para os formuladores e executores de políticas públicas. Estes que tiram a esperança da maioria da juventude local de materializarem seus projetos pessoais de autonomia e, dada a pobreza que historicamente assola a região, são obrigados a se deslocarem para outros estados do país, em verdadeiras migrações forçadas, em busca de trabalho e renda. Mesmo assim, ainda existem jovens que assumem sua vocação de camponeses, de profetas.

O encontro foi num fim-de-semana, numa danceteria. É isso mesmo, uma danceteria em que o dono, acreditando no objetivo do encontro, emprestou o local. O problema foi que o espaço era baixo e, combinado com o sol do sertão, deixava o local um verdadeiro “inferno”, insuportável de permanecer. Mesmo assim, a juventude ficou das 8:00 da manhã até as 13:00 horas, pois a conversa rendeu bons debates. Mas, o calor e a resistência da juventude em ficar no salão não foram sós no sábado pela manhã. Não mesmo! Isso foi o sábado todo e o domingo também.

Era muito bonito de se ver o pessoal assumindo tarefas e se esforçando para desempenhá-las. Por exemplo, o pessoal da mística. Conversávamos sobre o que pretendíamos fazer e o que precisava, e cada um se responsabilizava por uma coisa, como escrever uma fala sobre os jovens, procurar algumas frutas e outras coisas que simbolizavam nossa vida, nossa luta ou a leitura da Bíblia. Foi divertido porque fomos atrás de palha de coco, manga (e os pés de manga eram altos), acerola, mamão e mais um monte de coisas. Então, começa a cair em nós o pensamento de que no sertão não se produz nada. Pelo contrário, conseguimos uma diversidade de produtos da terra que eu nunca imaginei que encontraria no sertão, mas isso é bom para ir quebrando alguns pré-conceitos que temos. Outra tarefa bem cumprida também foi a do abastecimento de água no salão, que não era uma tarefa fácil. Afinal, eram mais ou menos uns 8 barris de 20 litros por dia e tinham que ser buscado a uns 100 metros do local. Foi uma tarefa que o jovem responsável desempenhava como se estivesse palestrando lá na frente, tamanha era a convicção de que seu papel também era muito importante para o bom andamento do curso. Acho eu que, sem ele e as mulheres da comunidade que se dispôs a cozinhar para o grupo, o encontro não teria sido bom como foi.

E, falando na comunidade, outra coisa que marcou muito a todos os participantes do curso foi a recepção da comunidade ao encontro, tanto que os jovens foram distribuídos entre as famílias, ou seja, cada jovem foi adotado por uma família da comunidade. Adotado mesmo! Era muito grande o carinho e o zelo das pessoas com os seus novos “filhos e filhas”. Isso não era só com os jovens hospedados, toda casa que se passasse em frente e tivesse alguém na porta já era motivo para parar, conversa, convite para entrar um pouco e tomar uma água ou um suco. E assim foi o fim-de-semana todo.

Por esses motivos e vários outros, as místicas, momentos marcantes, foram assumidas de fato pelos jovens responsáveis por ela Foram momentos de muita fé e animação à caminhada, pois falava a todos com palavras simples e gestos amorosos com uma simbologia da roça do jovem da nossa realidade. A animação do encontro foi outro desafio superado pelos jovens de forma surpreendente. Conseguimos  juntar um violeiro do Rio Grande do Norte e um baterista de Tavares, que souberam do encontro na sexta-feira, às cinco da tarde. Quando chegou do trabalho do dia, logo recebe o convite de ir ajudar na animação, pois era o único baterista de cidade. Prontamente, disse que iria ajudar junto à importante participação das meninas da comunidade, que eram as cantoras. Cantaram muito bem, por sinal! Após juntarmos esse povo todo para a animação, que não foi fácil, ainda tínhamos que ensiná-los os cantos. Essa foi outra dificuldade, pois tanto o Paulo como eu não sabemos cantar nada. No entanto, apesar do ensaio, que começou às 19:00hs da noite  da sexta-feira e  terminou às 2:00hs da madrugada do sábado, no outro dia, às 8:00hs da manhã, eles já estavam emocionando a todos cantando “Canção da terra”.

Esses e outros motivos foram fundamentais para que cada um dos jovens e cada uma das jovens que estavam participando no encontro saíssem animados e com coragem de assumir o compromisso de ir para suas comunidades e continuar ou formar um grupo de jovens da Pastoral da Juventude Rural. Um grupo mais específico ficou com a responsabilidade e o compromisso de fazer parte da coordenação estadual da PJR na Paraíba.

Contudo, nós, os de “fora”, voltamos com a animação necessária para começarmos um trabalho de articulação em nível de Regional Nordeste II da CNBB. Desafio muito grande, mas que, após tantos exemplos de jovens que se colocaram a serviço da causa da juventude, é impossível duvidar que realmente é necessário a cada dia vencer mais uma etapa em busca de uma sociedade mais justa e digna para a juventude da roça, em especial. Essa é a missão da Pastoral da Juventude Rural, ir ao encontro da juventude camponesa, seja onde ela estiver, e com ela começar a discutir a realidade e intervir para que o jovem camponês possa um dia ter condições dignas de continuar vivendo na terra de seus antepassados, baseado em uma fé no Deus da vida que nos convoca, como jovens, a sermos profetas da Esperança.

 

 

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